Museu do Neo-Realismo de Vila Franca de Xira

entrada: Condições Gerais

O Fardo das Imagens (1945-1953)

Adelino Lyon de Castro

2012-03-24
2012-07-08
Curadoria: Emília Tavares

A presente exposição foi realizada em 2011 no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, na sequência da importante doação, em 2009, por parte de Tito Lyon de Castro, do espólio do fotógrafo. 

A sua apresentação no Museu do Neo-Realismo prossegue uma enriquecedora colaboração iniciada, em 2009, com a exposição Batalha de Sombras, em que será dado a conhecer mais um capítulo do património fotográfico nacional, das décadas de 40 e 50 do século XX.
Adelino Lyon de Castro foi figura de destaque do meio editorial e das letras, mas a sua actividade como fotógrafo é praticamente desconhecida. Muito embora fosse um fotógrafo amador realizou, entre meados da década de 1940 e 1953, ano da sua morte, um importante conjunto de imagens cuja temática se apresenta coesa e consistente com as suas ideias políticas de oposição ao Estado Novo, assim como ao ideário de um socialismo humanista.
Apesar do carácter eclético da sua obra, nas suas imagens é privilegiado o olhar sobre as mais duras condições de vida dos trabalhadores ou dos excluídos da sociedade, sob a inspiração do “romantismo revolucionário”(Henri Lefebvre) tão influente para alguns neo-realistas. O fotógrafo legou-nos um extraordinário e inesperado diário visual do labor, da pobreza e da exclusão enquanto estados de degradação social, e do papel que a fotografia pode ter enquanto meio de denúncia e ensinamento sobre a realidade.
A heterogeneidade formal das suas imagens enquadra-se na diversidade estética que o influenciou, sendo bem patentes as aproximações naturalistas ou mesmo a uma poética naif, tão comuns ao hibridismo praticado pelos fotógrafos amadores salonistas.
A obra de Adelino Lyon de Castro não é paradigma de nenhuma ortodoxia estética, antes o reflexo duma consciência humanista que pode acolher as manifestações ecléticas dum realismo sentido.
Uma obra que permite múltiplas leituras para além da sua estrita produção realçando outras vertentes da história da arte e da fotografia portuguesas do pós-guerra, tendo a dualidade realidade /naturalismo, forma/conteúdo, denúncia e assimilação como pano de fundo.
Além do fotógrafo vislumbra-se uma época que esta exposição pretende também dar a conhecer, incluindo algumas obras do acervo do Museu do Neo-Realismo, no quadro duma reflexão abrangente sobre os percursos acidentados da conciliação entre a expressão estética e o seu contexto crítico da realidade.

Emília Tavares

Em Exibição

Emotional Encounters

Aline Motta, Sofia Yala, Yassmin Forte

2025-11-21
2026-02-01
Curadoria: Elina Heikka
Esta exposição reúne trabalhos de Aline Motta, Sofia Yala e Yassmin Forte. Estes projetos têm em comum o facto de partirem de antigas fotografias de família que as artistas encontraram.
Exposição Coletiva

A Ascensão do Mont Ventoux

Manuel Valente Alves

2025-10-26
2026-02-16
Curadoria: Lúcia Saldanha
Fotografias, desenhos e pinturas, de Manuel Valente Alves que desenvolvem um diálogo poético com a carta homónima de Petrarca (Ascensus Montis Ventosi), escrita em 1336.
Exposição temporária

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2025-10-16
2026-02-01
Curadoria: Susana Lourenço Marques, Emília Tavares
Esta exposição, em parceria com o Museu do Porto, apresenta a obra de três fotó­grafas amadoras - Margarida Relvas, Mariana Relvas e Maria da Conceição de Lemos Magalhães - desenvolvida em Portugal entre 1860-1920.
Exposição temporária

Mily Possoz. Uma Poética do Espaço

2025-10-01
2026-02-01
Curadoria: Emília Ferreira
A exposição Mily Possoz. Uma Poética do Espaço prossegue a via de investigação dos artistas modernistas menos estudados e presentes nas coleções do MNAC e do Millennium bcp
Exposição individual

Impressões Digitais. Coleção MNAC

2024-12-12
2026-12-30
Curadoria: Ana Guimarães, Emília Ferreira, Maria de Aires Silveira e Tiago Beirão Veiga
Constituída por obras fundadoras da historiografia da arte portuguesa contemporânea, de 1850 à atualidade, a coleção do MNAC guarda vários tesouros nacionais.
Exposição Permanente

Desde 1911

2022-05-26
2026-05-26
Uma intervenção que celebra os 110 anos do MNAC.
114 anos