José Pedro Cortes, Ombro, Lisboa, 2006
José Pedro Cortes, Ombro, Lisboa, 2006

MNAC - Rua Capelo

entrada: Condições Gerais

José Pedro Cortes. Index e Material

2018-06-15
2018-10-28
Curadoria: Nuno Crespo


Em arte a representação do corpo é uma fonte de trabalho e de questões inesgotáveis, porque coloca num mesmo plano fisicalidade, moralidade, desejo e representação. Desenhar, esculpir, filmar, fotografar ou pintar um corpo nunca é só abeirar-se de um objeto com determinadas características formais e materiais, mas implica enfrentar um enorme conjunto de significados, sentidos e experiências que estar face-a-face com um corpo implica. 

Os trabalhos de José Pedro Cortes reunidos nesta exposição dão expressão ao modo como representar um corpo é, sobretudo, trabalhar sobre uma impossibilidade e um limite. Impossibilidade porque sabe-se que nunca ser possível representar aquilo que torna um corpo singular, único e irrepetível, e limite porque sabemos que um corpo só pode ser visto de fora, do seu exterior, da sua fisicalidade. Por isso, esta é uma exposição acerca da forma complexa como um corpo aparece numa imagem fotográfica.