Autorretrato de Carlos Relvas com câmara estereoscópica no seu estúdio, c. 1874 Negativo de colódio húmido positivado, Casa Estúdio Carlos Relvas, Golegã.   Pós-produção fotográfica: Inês Fernandes.
Autorretrato de Carlos Relvas com câmara estereoscópica no seu estúdio, c. 1874 Negativo de colódio húmido positivado, Casa Estúdio Carlos Relvas, Golegã. Pós-produção fotográfica: Inês Fernandes.

MNAC - Rua Capelo

entrada: Condições Gerais

Carlos Relvas (1838-1894) - Vistas Inéditas de Portugal

A Fotografia nos Salões Europeus

2018-09-27
2019-01-20
Curadoria: Victor Flores, Ana David Mendes, Denis Pellerin, Emília Tavares

Carlos Relvas é um dos fotógrafos amadores mais reconhecidos na história da fotografia portuguesa do século XIX. Esta exposição teve como ponto de partida um projeto de investigação (CICANT— Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias) dedicado ao estudo da fotografia estereoscópica de Carlos Relvas e à sua importância nos primeiros anos da atividade deste fotógrafo, entre 1862 e 1874.

Este é um dos períodos menos conhecidos da fotografia de Carlos Relvas. Para o seu estudo foi decisivo o cruzamento das imagens do arquivo da Casa-Estúdio Carlos Relvas com as coleções de cinco instituições e de vários particulares, revelando um conjunto considerável e inédito de provas originais em albumina. Este ambicioso levantamento permitiu a redescoberta de retratos e de vistas de Portugal que testemunham uma prática rigorosa de diferentes técnicas, géneros e formatos fotográficos, dando uma configuração mais ampla e dinâmica ao primeiro período da obra fotográfica de Carlos Relvas.

Organizada em dez núcleos principais, a exposição destaca a primeira presença de Carlos Relvas na exposição da Sociedade Promotora de Belas Artes em 1868 e a sua internacionalização com a participação nas exposições de alguns dos principais salões fotográficos europeus, como a reputada Société Française de Photographie, a Exposição Universal de Viena ou a Exposição Nacional de Madrid.

A partir do seu trabalho deste período é possível aprofundar algumas das questões fundamentais da fotografia portuguesa de oitocentos e revelar novas facetas da mesma. Como as relações de cumplicidade de Carlos Relvas com alguns dos mais importantes pintores deste período, permitindo delinear, pela primeira vez, a natureza do diálogo entre a fotografia e a pintura do século XIX português. Ou a predominância nos salões da fotografia patrimonial e de paisagem enquanto meio privilegiado de divulgação do país, através de uma prolífica produção que se centrará nalguns dos locais de eleição do Romantismo português e noutros que se tornam símbolos patrimoniais de identidade nacional.

A exposição consagra ainda um importante destaque ao exímio fotógrafo retratista através de uma análise da evolução desta tipologia no seu percurso, desde o primeiro estúdio ainda improvisado até à sofisticação técnica e arquitetónica do segundo, um dos raros estúdios de fotografia do século XIX construído de raiz, e ainda preservado na sua terra natal da Golegã.

A investigação de um autor e de uma época, uma vez mais com o apoio do MNAC-MC, na produção e divulgação de projetos inéditos para o conhecimento da história da fotografia em Portugal.

Victor Flores, Ana David Mendes, Denis Pellerin e Emília Tavares





Atividades

  • 2019-01-08 18h30
    O retrato fotográfico no século XIX por Anísio Franco
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