Wim Delvoye, Chantier (Installation), 1992
Wim Delvoye, Chantier (Installation), 1992

MNAC. Rua Serpa Pinto

entrada: Condições Gerais

‘Não sei se posso desejar-lhe um feliz ano’

2022-04-14
2022-08-28
Curadoria: Adelaide Duarte

A exposição apresenta publicamente, pela primeira vez, um conjunto de artistas referenciais desta colecção particular. Galerista de percurso firmado, Mário Teixeira da Silva reuniu, ao longo de cinquenta anos, relevantes obras de artistas portugueses e internacionais. O título escolhido para a exposição remete para a obra exposta “Não sei...”, de Jimmie Durham, sendo o seu carácter enigmático um elo de ligação desta colecção de obras com cronologia alargada e distintas tipologias artísticas.

A exposição está organizada em quatro eixos principais e um Cabinet D’Amateur. O núcleo Ideia e Experimentação junta obras de artistas de matriz conceptual, como Helena Almeida, Alberto Carneiro, Julião Sarmento, Bernd and Hilla Becher, Hamish Fulton, Jochen Gerz, Christopher Wool. Em Abstracção e Matériaencontram-se obras que questionam forma, cor e matéria de autores como Peter Halley, João Jacinto, Eduardo Vianna, Pedro Casqueiro, Jonathan Lasker, Franz Erhard Walther, Adriana Varejão ou Allan McCollum. Paisagem e Narrativa agrega trabalhos que indagam o tema do espaço natural, o tratamento dos espaços interiores, a arquitectura, a figuração narrativa e sígnica, como acontece em obras de criadores como Beatriz Milhazes, Paula Rego, Joaquim Rodrigo, Gonçalo Mabunda, Silva Porto, Candida Höfer, Wolfgang Tillmans. No núcleo Corpo e Representação são coligidas peças que abordam a representação do corpo e sua ausência, com artistas como Henrique Pousão, Zhang Huan, Thomas Ruff, Aurélia de Sousa, Lourdes Castro, Sue Williams, Nan Goldin ou Erwin Wurm. O percurso encerra com uma evocação de um Cabinet d’Amateur, em que se apresentam obras do ambiente privado do coleccionador.

 

Contexto da exposição

Na sequência do ciclo “Colecionar Arte”, promovido pela direcção de Os Amigos do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, em que Mário Teixeira da Silva participou, em 2017, com moderação de Adelaide Duarte, surgiu a ideia de expor a colecção que nunca fora mostrada no país. A actual direcção do MNAC acarinhou a proposta e conseguiu reunir as condições para esta primeira apresentação pública da colecção Mário Teixeira da Silva, em Portugal.

Muito diversificada, na sua representatividade de autores e de media utilizados, a colecção apresenta grupos de obras de grande relevância no domínio da arte moderna e contemporânea, portuguesa e internacional. Incluindo ainda elementos de arte conhecida como tribal, é de destacar também o importante núcleo de fotografia.

 

Sobre o coleccionador

Mário Teixeira da Silva é coleccionador amateur e um leitor compulsivo. Faz das suas viagens os seus “momentos de liberdade” para se deixar seduzir pelos objectos. Reuniu uma coleçcão de arte contemporânea internacional, com um espectro artístico que vai muito além do seu trabalho galerístico. Licenciado em Engenharia Química pela Faculdade de Engenharia do Porto, em 1975 abre o Módulo-Centro Difusor de Arte, primeiro no Porto, e mais tarde em Lisboa. Essa galeria, dedicada às novas tendências na arte contemporânea, mantém, até hoje, e desde há quase cinco décadas, a mesma persistente e coerente linha de trabalho.

 

Sobre a curadora

Adelaide Duarte é investigadora no Instituto de História da Arte e professora no Departamento de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa. Coordena a Pós-graduação em Mercado da Arte e Colecionismo na mesma faculdade. Doutora em Museologia e Património Cultural, a sua investigação centra-se no coleccionismo privado de arte moderna e contemporânea e no funcionamento do sistema da arte. É vice-presidente da associação Os Amigos do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado.


Catálogo

A exposição contará ainda com uma publicação, bilingue, realizada em parceria com a Documenta. 

Além dos textos de Emília Ferreira e de Adelaide Duarte, a publicação contará ainda com textos da autoria de Mário Teixeira da Silva, Sérgio Mah e João Pinharanda.

 

 

 

 

Actividades paralelas

Mesa redonda e lançamento do catálogo 

(adiado em data a anunciar)

Lançamento do catálogo.

Local: MNAC, Sala Polivalente.

 

Visitas orientadas pela curadora

9 de junho, quinta-feira, 17h 

1 de julho, sexta-feira, 17h 

 

Outras visitas orientadas: 

Marcações junto do Serviço Educativo do MNAC através do email:

hildafrias@mnac.dgpc.pt

 

Informações:

MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Título: ‘Não sei se posso desejar-lhe um feliz ano´

Curadoria: Adelaide Duarte

Inauguração: 13 de abril de 2022

Hora: 19:00 horas

Local: Rua de Serpa Pinto, 4, 1200-444

Espaços da exposição: Átrio, Galeria 1 e Galeria Serpa Pinto.

Duração: Exposição patente de 14 de abril a 28 de agosto de 2022

Horário: de terça a domingo, das 10h00 às 18h00.