Jardim das Esculturas

Entrada Livre

Noites de Verão 2021

2021-08-06
2021-08-27
Curadoria: Filho Único
NOITES DE VERÃO 2021, em Lisboa

As Noites de Verão são um programa pela Filho Único co-produzido entre a Filho Único, a EGEAC, as Galerias Municipais de Lisboa e o Museu Nacional de Arte Contemporânea, e apoiado pela Direção-Geral das Artes.
Pelo 12º ano consecutivo, propomos música ao vivo às Sextas-feiras pelas 19h, em Julho no Jardim da Galeria Quadrum e em Agosto no Jardim das Esculturas do M.N.A.C., com a novidade de uma matinée no Sábado 31 de Julho no Jardim do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta.
No plano da história das ideias de programação em Música, o espírito que nos move é um de procura e valorização das propostas que se nutrem de um fulcro e dínamo de investigação e de progressão estética, em torno ao qual músicos e espectáculos se organizam.

MEDIDAS PREVENTIVAS COVID 19:  
Os concertos realizam-se no espaço exterior respeitando as normas em vigor e as distâncias de segurança entre lugares. A lotação é limitada e recomenda-se o uso de máscara. As Galerias Municipais – Quadrum, o Museu de Lisboa – Palácio Pimenta e o MNAC disponibilizam gel desinfetante nos respectivos espaços e pedimos a todos que adoptem as medidas de etiqueta respiratória.

Bilhetes:
A entrada é gratuita para todos os concertos mediante levantamento de ingresso e respeitando a lotação definida.
Os bilhetes estarão disponíveis apenas no próprio dia, no local do espectáculo, a partir das 17h, salvo no Museu de Lisboa - Palácio Pimenta a partir das 14h, por ordem de chegada.



Programação:

Vum Vum

Figura determinante da música Angolana do período colonial tardio em diante, a par de Bonga ou Teta Lando, com quem colaborou, entre outros. Gravou para a Valentim de Carvalho, escreveu originais para o Duo Ouro Negro ou António Calvário, e produziu discos marcantes de conterrâneos seus. Vum Vum Kamusasadi é também poeta e romancista, tendo “Simplesmente Joana” se tornado a sua primeira obra publicada em 2011.
O seu mais recente álbum “Gienda” data de 2018 e este ano foi um acontecimento a reedição pela Groovie Records do seu mítico EP de estreia “Muzangola" de 1969. Há altura e no presente encontramos um disco único e incandescente de ideias e paixão em as cometer, cantado em Kimbundo e Português pela sua voz indizimável. “É, pois, este disco, uma tentativa de dar novas dimensões à Música de Angola (…)” declarava o próprio na contracapa original. De regresso a Lisboa após décadas a viver em Berlim, este espectáculo a solo de canções e poesia será com certeza uma celebração da procura - humilde, inacabada, sempre a ser refeita - que tudo à sua volta nos diz ainda alimenta Vum Vum aos 78 anos de vida.

Data: 6 de Agosto
Horário: 19:00
Entrada: LIVRE, sujeita à lotação. O levantamento de bilhetes é no MNAC, no próprio dia, a partir das 17h.

Polido

Compositor e artista oriundo da Marinha Grande, que estudou Belas Artes no Porto e vive e trabalha em Lisboa, após frutuosos anos em Berlim. Estudante no Dutch Art Institute (2020-2022), lançou no ano passado pela editora Holuzam o portentoso díptico “A Casa e os Cães” e “Sabor a Terra”, após o anterior “Música Livre/Free Music”, uma edição de autor com apoio da Spirit Shop.
Colaborou como diretor de som e/ou compositor para os filmes de Louis Henderson, Madalena Fragoso e Margarida Meneses, Romana Schmalisch & Robert Schlicht, Filipa César e Marte Eknæs & Michael Amstad. O seu trabalho foca-se principalmente sobre o som como material e instrumento para abordar e articular questões de linguagem, arquivo e histórias da música, através de montagem e dissecação via técnicas digitais de processamento de som.
Como cifra para o que poderemos esperar da sua apresentação, partilhou-nos: “música a partir do sabor a terra e a o que virá a seguir a isso. Uma ramificação também ligada ao Água Ao Moinho. Ouvir o fumo. estradas fechadasmuros de fumosinos de vento à entrada.”

Data: 13 de Agosto
Horário: 19:00
Entrada: LIVRE, sujeita à lotação. O levantamento de bilhetes é no MNAC, no próprio dia, a partir das 17h.

Perila

Nascida e crescida em São Petersburgo, Aleksandra Zakharenko mudou-se para Berlim há cerca de seis anos, encontrando o seu lugar no colectivo em redor da Berlin Community Radio. O trabalho regular com gravações de campo expressionistas e investigação sonora electrónica acabou por levar Zakharenko a desenvolver a sua própria série podcast, WET (Weird Erotic Tension), combinando a sua música evocativa e atmosférica com poesia erótica dita. Depois de vários lançamentos em cassete como Perila, acaba de lançar o soberbo álbum “How much time it is between you and me?” na editora Smalltown Supersound. Gravado numa vila montanhosa em França o ano passado, é uma obra que contem o balanço certo de estranheza e familiaridade para com o cânone ambient, inscrevendo-se de forma exemplar na tradição dos que nesse contexto alteram paradigmas.
Como a própria afiança, a sua prática “visa desafiar e ultrapassar fronteiras e partilhar esta expansão com o Outro”. Estreia ao vivo no nosso país.

Data: 20 de Agosto
Horário: 19:00
Entrada: LIVRE, sujeita à lotação. O levantamento de bilhetes é no MNAC, no próprio dia, a partir das 17h.

Marte i Núpiter

Colaboração entusiasmante e inédita ao vivo entre dois artistas multi-disciplinares do Porto iniciados na Voz: Marta Ângela (aka Vuduvum, também dos Von Calhau!, duo proeminente do panorama das artes visuais nacional) e Nuno Marques Pinto (conhecido na música underground Portuguesa como NU NO).
Sabemos que a paixão da Marta reside no absurdo, no estado selvagem e primitivo da linguagem, do pré-verbal ao palíndromo e outros jogos de palavra rebuscados. Essa investigação incide sobre a relação dos contrários, que podem ser complementares ou repelentes na sua combinação. Nas artes visuais e invisuais, canto/voz, performance, circuit-bending ou como DJ experimenta o ruído e o silêncio numa deriva conduzida pelo desconhecido.
Nuno Marques Pinto é performer, actor, encenador, músico, mistério que lançou o seu primeiro trabalho discográfico a solo “POP SONGS” em 2017 pela P a r v a. “Um disco herdeiro da velha tradição iconoclasta e subversiva que Rimbaud inaugura, santificado por Jarry, Dada e o Surrealismo, o teatro de Artaud, a Internacional Situacionista, P. Henry, Cage e a música concreta.” Palavra do seu editor.
Terminamos com um textoema que nos entregaram: “Incerto com certa vocábula primitiva - interferida ou roída pelo ruído - dá afonia ou dá vazio. Há às vezes harmonia.” O prazer é nosso.

Data: 27 de Agosto
Horário: 19:00
Entrada: LIVRE, sujeita à lotação. O levantamento de bilhetes é no MNAC, no próprio dia, a partir das 17h.





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