Sala SONAE

entrada: Condições Gerais

Loops Lisboa 2017

2017-12-05
2018-02-04
LOOPS.LISBOA
5 DEZEMBRO 2017 A 4 FEVEREIRO 2018
Sala Sonae
Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado

Representante da linha de programação competitiva do Temps d’ Images Lisboa, e parte integrante da efetiva diversidade de olhares proporcionada por este festival de artes visuais e performativas, o Loops.Lisboa apresenta este ano três abordagens completamente distintas para a infinitude de significados que rodeiam o loop. Será este Uma filosofia? Uma crença? Um fluxo interior / exterior, composto por peças singulares / múltiplas? Ou simplesmente uma ferramenta de linguagem?
As três propostas selecionadas, de entre as 236 submissões enviadas por artistas portugueses ou residentes em Portugal, apresentam caminhos singulares - porém unificados por um fio invisível, que percorre os caminhos de cada obra. “The Falls”, de Nuno Cera, sugere uma interpretação da paisagem para estabelecer um loop interior; “2017 personaloop_01”, de Tomaz Hipólito, traz uma performance encenada e editada para recriar a formalidade do loop em espaço real e virtual; e “Delphine Aprisionada”, de Ricardo Pinto de Magalhães, monta um video-essay tridimensional, enquanto distribuído por camadas de interpretação e de narrativas literalmente simultâneas.
Os protagonistas, ou os objetos a serviço das obras interseccionadas por esta ideia invisível, são também distintos. Podem eles ser a natureza monolítica e a sua relação com a forma; o artista a interpretar a si próprio, e a recortar-se dentro do loop que criou para si; e a emblemática atriz (e antecessora nas questões de gênero e seus papeis) Delphine Seyrig, paradoxalmente a lutar contra um aprisionamento.
Os trabalhos expostos no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (MNAC) foram seleccionados por um júri composto por Irit Batsry, Alisson Avila e António Câmara Manuel.
O prémio de 2.000€ do Loops.Lisboa será anunciado em Janeiro pelo júri de premiação constituído por Emília Tavares, Conservadora e Curadora para a área da Fotografia e Novos Media no MNAC; Jesse James, Diretor do Festival Walk & Talk Açores e Jorge La Ferla, Curador e Professor da Universidade de Buenos Aires.

Texto: Alisson Avila e Irit Batsry



DELPHINE APRISIONADA
de Ricardo Pinto de Magalhães

Não consigo deixar de pensar que Delphine Seyrig estava constantemente aprisionada nos seus filmes, em perpétuo cativeiro. Presa no tempo, espaço, memória, rotina, a certos lugares e muitos outros tipos de prisão. Este filme experimental/ ensaio áudio-visual tenta provar isso, sendo que, ao mesmo tempo, aprisiona ainda mais, talvez para sempre, neste filme, que também pode funcionar como um loop.

Ricardo Pinto de Magalhães nasceu na Suíça dia 1 de Setembro de 1989. Fez todos os seus estudos em Portugal, tendo depois ido para a Universidade para o curso de Gestão. Contudo facilmente percebeu que não era esse o seu interesse e que a sua verdadeira paixão era o Cinema.
Entrou no curso de Cinema na Universidade da Beira Interior em 2010, sendo que se licenciou em 2013, realizando o projecto final 19 27, que igualmente escreveu e montou.
Continuou a sua formação na mesma Universidade, fazendo mestrado,
novamente em Cinema. Realizou, escreveu e montou o projecto Cantei a Saudade, feito em 2015, com o qual obteve o grau de Mestre.
Depois de acabar os estudos esteve a estagiar com o realizador português Edgar Pêra, com quem trabalhou de perto durante cerca de 2 meses.
Foi depois para Londres, onde fez um estágio na Central Film School, que teve a duração de 4 meses.
Este ano, foi segundo Assistente de Realização na longa-metragem Cargo, de Bruno Gascon. O filme terá distribuição nos Cinemas no próximo ano.
Filme feito na inteiramente por Ricardo Pinto de Magalhães.


THE FALLS
de Nuno Cera

The Falls é um vídeo inédito que explora a passagem do tempo e a ilusão das cataratas. Dividido em três momentos, um exterior (vista da massa de água) e dois interior (dentro da parede da catarata), numa progressão de planos e de velocidades atinge-se a unidade da gota de água. Do macro para o micro, num ciclo continuo de tempo, de deslocação e de escalas.
The Falls como peça simbólica, como fluxo de energia e de vida, do organizado para o caótico. As características pictóricas do movimento, da filmagem em slow motion e da cor, reforçam o estimulo retiniano e formal do vídeo. O formato vertical reafirma a força da gravidade e da sua energia que tudo atrai.
The Falls sem principio nem fim.

Licenciado em Publicidade pelo IADE, 1995. Estudou na Maumaus - Escola de Artes Visuais, 1995 a 1997. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (Bolsa João Hogan) para residência artística na Kunstlerhaus, Berlim. Em 2002 publicou com o Arquitecto Diogo Seixas Lopes, o livro Cimêncio, um levantamento de paisagens suburbanas. Nomeado para o prémio Besphoto 2004. Residência artística no ISCP - International Studios and Curatorial Program, Nova Iorque, USA, 2006. Em 2007 e 2008 realizou o vídeo Sans, Souci e o projeto Futureland, uma investigação artística sobre 10 metrópoles (com o apoio da Dgartes - Ministério da Cultura de Portugal). Único criador de conteúdos de vídeo e fotografia para o Pavilhão Português na Expo Zaragoza 2008, Espanha. Em 2012 realizou dois vídeos II e Suspensão, a convite da Oliva Creative Factory, São João da Madeira. Em 2012 foi seleccionado na XX edição da Bolsa Fundación Botin, Santander, com o projecto The Symphony of the Unknown. Residência artística na International Artist Residency Récollets, Paris, 2013. Participou com o arquiteto Paulo David na Bienal de Arquitetura de Veneza – Reporting from the Front, 2016. Realizou as fotografias para o Guia de Arquitectura Álvaro Siza – Projecto Constrúidos, 2017.
Realizado e editado por Nuno Cera


2017 PERSONALOOP_01
de Tomaz Hipólito

Em 2017 personaloop_01 Tomaz Hipólito propõe um novo olhar sobre o loop questionando o seu conceito e noção de repetição. Neste vídeo, é possível alcançar um conjunto de possibilidades infinitas.
A série persona é recorrente no trabalho de Tomaz Hipólito e a relação do corpo do próprio artista com um espaço confere uma escala relacional ao mesmo. Esta estrutura de mapeamento é produzida através da constituição
de um léxico de gestos que, através do uniforme impessoal negro o despersonaliza.
Para Tomaz Hipólito o ponto de partida do trabalho é o espaço e a experiência que o revela. Assim, num sistema loop - e dentro do qual são inseridas variações loop - a repetição existe, mas a experiência é diferente em cada um dos momentos.
Nesta proposta é possível observar esta contínua pesquisa sobre o mapeamento do gesto. Se o espaço apenas existe quando ocupado, e que é o gesto que confere realidade ao espaço, neste exercício a experiência real é colocada em comparação com a experiência virtual.
É um trabalho de uma série que desafia as definições da experiência de um espaço e da sua percepção. Em suma, um exercício limite.

Tomaz Hipólito (n. Lisboa 1969). Estudou arquitectura. Vive em Lisboa.
O trabalho aborda as questões do espaço, da sua ocupação e transformação.
Exposições e Projectos (selecção desde 2011)
2017 reset_01 Porta 14 | Lisboa
2017 object_10 Festival Walk & Talk 2017 |
Centro Cultural ARCO8, S. Miguel, Açores
2017 diorama_01 Museu Nacional História Natural e da Ciência, Lisboa
2017 map_02 Projecto Casa-Animal |
BoCA - Biennial of Contemporary Arts, Lisboa
2016 draw_07 Gyeonggi Creation Center, Coreia do Sul
2016 persona_65 Gyeonggi Creation Center, Coreia do Sul
2016 map_01 Rooster Gallery, NY
2015 level_02 Arquipélago - Centro de Artes, Açores
2015 rebuild_02 Travessa da Ermida, Lisboa
2014 level_03 Appleton Square, Lisboa
2014 level_02 Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa
2014 level_01 Museu Nacional História Natural e da Ciência,
Sala do Veado,Lisboa
2013 draw_05 Trienal de Arquitectura, Lisboa
2013 merge_06 Rooster Gallery, NY
2013 object_09 Galeria 102-100, Castelo Branco
2013 rebuild_01 Galeria Baginski, Lisboa
2013 reset_00 Galeria Cristina Guerra, Lisboa
2012 persona_30 Cinemateca Portuguesa, Lisboa
2012 chroma_06 Death Valley Desert, California
2012 nature_01 Elastic City, NY
2012 persona_12_17 Steven Holl Studio, NY
2012 chroma_05 Central Park, NY
2012 persona_09 Sonnabend Gallery, NY
2012 home_02 Art Institute, NY
2012 chroma_04 Feira ARCO-2012, Madrid
2011 draw_03 Appleton Square, Lisboa
2011 reflex_01 Abrons Arts Center, NY
2011 chroma_03 Abrons Art Center, NY
2011 rebuild_00 Emily Harvey Foundation, NY
2011 layer_02 Arte Institute, Union Sq. Park, NY
2011 censura_01 Hunter College NY
2011 chroma_01_02 Lumen Festival 2011, NY
2011 layer_01 Lumen Festival 2011, NY
www.tomazhipolito.net
Tomaz Hipólito, 2017



Em Exibição

Loops Lisboa. 4ª edição

2018-11-30
2019-03-02
SOBRE O LOOPS.LISBOA
Vídeo

MIGUEL SOARES. Luzazul

2018-11-23
2019-02-24
Curadoria: Adelaide Ginga
Miguel Soares é o artista convidado nesta 3ª edição do projecto bienal SONAE / MNAC Art Cycles e traz-nos em LUZAZUL uma proposta artística inédita que reflecte sobre a Inteligência Artificial.
Art Cycles

Tomás da Anunciação (1818 - 2018)

Bicentenário do nascimento do artista

2018-10-26
2019-03-31
Curadoria: Maria de Aires Silveira
O MNAC assinala o dia 26 de outubro, data em que se comemoram os 200 anos do nascimento do pintor
Evento

O poder da imagem

2018-10-12
2019-03-31
Curadoria: Maria de Aires Silveira
Estes retratos de artistas, poderosos em sensibilidade e qualidade técnica, destacam-se pelo seu carácter inédito.
Exposição da coleção

Carlos Relvas (1838-1894) - Vistas Inéditas de Portugal

A Fotografia nos Salões Europeus

2018-09-27
2019-02-24
Curadoria: Victor Flores, Ana David Mendes, Denis Pellerin, Emília Tavares
Esta exposição revela um dos períodos menos conhecidos da fotografia de Carlos Relvas e um conjunto considerável e inédito de provas originais em albumina
Exposição temporária

ARTE PORTUGUESA. RAZÕES E EMOÇÕES

2018-04-20
2019-03-31
Curadoria: Maria de Aires Silveira, Emília Tavares, Emília Ferreira
A presente exposição da coleção abrange grande parte do seu arco temporal, desde meados do século XIX até à década de 80 do século XX ocupando a totalidade das galerias da Ala da rua Serpa Pinto
Exposição da coleção