Desterro - Susana Anágua, 2017
Desterro - Susana Anágua, 2017

Sala SONAE

entrada: Condições Gerais

Desterro

Susana Anágua

2017-05-12
2017-08-27
Curadoria: Celso Martins

Incorporando, simultaneamente, mecanismos documentais e especulativos, o trabalho artístico de Susana Anágua tem-se desenvolvido em torno da observação e objetivação das relações estabelecidas entre o funcionamento dos sistemas industriais e os regimes económicos e sociais que os erigem.

“Desterro” é um projeto multidisciplinar que faz relacionar a memória industrial do Tejo com a memória histórica e toponímica de uma localização particular da cidade de Lisboa, aquela que, na zona dos Anjos ganhou o seu nome por causa do Hospital de Nossa Senhora do Desterro.

Partindo, da palavra desterro pela sua condição de topónimo mas também enquanto sinónimo de deslocação, deportação ou exílio, Susana Anágua empreende uma viagem em torno de um conjunto de edifícios e estruturas industriais da cintura industrial ribeirinha da cidade cuja vocação foi mudando ao longo dos anos e cujo destino parece atualmente suspenso e entregue à sua própria entropia.

Nesta exposição, uma imagem de Nossa Senhora do Desterro digitalizada dá-nos as boas vindas para a seguir se mostrar um conjunto de imagens alternadamente estáticas e em movimento que evocam locais como o Hospital de Nossa Senhora do Desterro, a Fábrica Nacional ou o complexo industrial da Quinta da Matinha. Alargando o âmbito da ideia de desterro, inclui-se ainda a imagem de uma pintura de 1868 do artista brasileiro Bruggemann com uma vista da antiga cidade do Desterro, atual Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, povoação que foi destino de migrantes e exilados e é hoje um importante centro turístico brasileiro. Este périplo fica concluído com um painel de desenhos iluminados que recolhem fragmentos das outras imagens realizados em papel químico, material outrora muito utilizado para reproduzir documentos na atividade industrial e que, também ele, se tornou anacrónico.

Ao cruzar, diferentes tempos, ora iluminados por desejos de progresso, ora atingidos pela decadência, a exposição propõe um fluxo visual e linguístico no qual se surpreende a mudança histórica nos seus movimentos contraditórios e paradoxais.

De 12 de maio a 27 de agosto na Sala Sonae.


Atividades

    2017-05-11 18h30
    Inauguração da exposição Desterro
    2017-07-08 15h00
    Visita guiada
    2017-08-12 15h30
    Conversa
Ver todas as atividades 3

Em Exibição

Multiplicidade

TRIENAL DE ARQUITETURA DE LISBOA

2022-10-02
2023-01-08
Curadoria: Tau Tavengwa, Vyjayanthi Rao
A cada três anos, a Trienal de Arquitectura de Lisboa realiza um grande fórum de debate, reflexão e divulgação que cruza fronteiras disciplinares e geográficas.
Exposição Coletiva

.

2022-09-23
2022-11-11
Curadoria: RUI AFONSO SANTOS
A casa e a esfera doméstica têm constituído um dos vetores do trabalho de Mimi Tavares.
Exposição individual

PORQUÊ?

2022-09-23
2023-01-08
Curadoria: Ana Matos
PORQUÊ? A ARTE CONTEMPORÂNEA EM DIÁLOGO COM O PENSAMENTO DE JOSÉ SARAMAGO
Exposição temporária

A Pintura sublimou o espírito

2022-07-28
2022-10-30
Curadoria: Hilda Frias
Após residência artística no Museu Nacional de Arte Contemporânea, este é o fruto de um trabalho e pesquisa persistentes, de Nelson Ferreira.
Exposição individual

Veloso Salgado

de Lisboa a Wissant. Itinerário de um pintor português

2022-07-02
2022-12-15
Curadoria: Maria de Aires Silveira, MNAC e Elikya Kandot, Directora do museu de Boulogne-sur-mer
Exposição Veloso Salgado de Lisboa a Wissant. Itinerário de um pintor português - integrada na programação da Temporada Portugal-França (Cruzada)
Fora de Portas

Desde 1911

2022-05-26
2024-04-01
Uma intervenção que celebra os 110 anos do MNAC.
111 anos

Maria Eugénia & Francisco Garcia

Uma Coleção

2021-11-18
2022-12-31
Curadoria: Maria de Aires Silveira, Cristina Azevedo Tavares e Raquel Henriques da Silva
O MNAC expõe a coleção de Maria Eugénia e Francisco Garcia
Exposição temporária