Pintura

, 1972

Fernando Calhau

Acrílico sobre tela

110 × 110 cm
assinado
Inv. 1955
Historial
Adquirido pelo Estado em 1973.

Exposições
Lisboa, 9, p.b.; Lisboa, 2002, 76, cor; Lisboa, 2002; Castelo Branco, 2003, 105, cor; Lisboa, 2008; Lisboa, 2012, Lisboa, 2013.

Bibliografia
Exposição de artistas modernos portugueses, 1973, 9, p.b.; SARDO, 2002, 76, cor; ÁVILA, 2003, 105, cor.
O quadrado é a matriz formal desta pintura, em que o monocromatismo, afastado das cores puras da abstracção histórica, é alterado pela dupla repetição da sua estrutura numa tonalidade diferente. Ilusionismo puramente ótico de planos que se destacam na superfície e levitam no espaço, sugerindo uma luz irisada que, apesar do jogo de intensidades, não reporta nenhuma marca individual. Calhau assume o carácter literal na sua bidimensionalidade dada, evitando a ilusão escultural. O quadro é reposto na sua ausência pela presença da moldura, mas este nada emoldura, só o vazio e a indiferença referencial, a própria pintura, sem premissas idealistas nem contradições utópicas, quanto muito com alguma ironia.

Maria Jesús Ávila