MNAC - Rua Capelo

entrada: Condições Gerais

MIGUEL SOARES. Luzazul

2018-11-23
2019-02-24
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Atividades

2018-01-18 18h30
Conversa com Prof. Doutora Teresa Botelho (FCSH/NOVA): “Também sou pessoa”: A Imaginação da Consciência e da Identidade em Ficções da Inteligência Artificial Corporizada.
Sinopse a disponibilizar brevemente
Masterclass no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Doutoramento em Arte Contemporânea. Dia 7 de Dezembro
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Masterclass na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve. Doutoramento em Média-Arte Digital. 7 de Fevereiro 2019.
Sinopse a disponibilizar brevemente.
CONFERÊNCIA de um dia, “YOU, I AND THE ROBOT - Artificial Intelligence and the 3rd age of man”.
Além do artista e da curadora, estarão presentes especialistas das áreas científicas abordadas pela exposição. 
O programa completo será brevemente anunciado.

Mesa redonda, coordenada pela Prof. Doutora Fátima Vieira, Vice-Reitora da Universidade do Porto. Dia 13 de Fevereiro (horário a confirmar), Reitoria da Universidade do Porto
Sinopse a disponibilizar brevemente
Masterclass na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Dia 5 de dezembro
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2018-12-13 18h30
Conversa com o Prof. Doutor Rogério Miguel Puga (CETAPS, FCSH/NOVA) e Emília Ferreira: Mary Shelley e os seus monstros.
Rogério Miguel Puga

O romance "Frankenstein; or, The Modern Prometheus", da romancista britânica Mary Shelley (1797–1851), filha de William Godwin e da proto-feminista Mary Wollstonecraft, e mulher de Percy Shelley, ficciona a história de um jovem cientista, Victor Frankenstein, que cria um dos monstros literários mais conhecidos através de uma experiência científica que levanta questões éticas e morais e que narra a sua própria história a Robert Walton, no Pólo Norte. A primeira edição do romance (que partilha características com os romances epistolar e gótico) é publicada, anonimamente, na cidade de Londres, no dia 1 de Janeiro de 1818, e é, desde logo, um best-seller. Em 2018, comemoramos os duzentos anos dessa efeméride. 

O famoso enredo do romance tem lugar no século XVIII e nasce de um desafio lançado por Lord Byron aos escritores que com ele se encontravam a passar o Verão de 1816, na Suíça: Mary, Percy, Claire e Polidori. O repto foi o de escreverem histórias de terror. Mary Shelley recorreu a elementos temáticos da ficção a que mais tarde chamaríamos científica. A história que começou por ser um conto acabaria, após o encorajamento de Percy Shelley, por se tornar num dos mais famosos romances da literatura em língua inglesa, cujo lançamento, há duzentos anos, assinalamos, no MNAC, em 2018, através de uma palestra no âmbito da exposição LUZAZUL, de Miguel Soares, e que se deterá sobretudo no monstro como criação e expressão da condição humana.

Emília Ferreira

O monstro de Frankenstein levanta inúmeras questões e abre portas a muitos debates, desde a questão da desumanização da ciência, à vaidade humana e à mais profunda estranheza do outro. O outro tem sido amplamente tratado como o estranho, alimentando teorias queer, ou debatendo o estranho em nós — nesse caso, propiciando o exercício de se partir em busca desse duplo obscuro e inominável, criatura que cada autor guarda dentro de si. No campo desse outro estranho, há a definir o papel que as razões e as emoções têm de contraditório (tradicionalmente) ou de complementar (recentemente) no processo de integração social, cultural e até no processo do conhecimento e na construção de cada um de nós. Que parte de Frankenstein ou do seu monstro se esconde num autor? Terá o exercício criativo uma luz benigna ou nascerá antes de lugares inomináveis?