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Apresentação do livro "Instalações Provisórias" de Sandra Vieira Jürgens

2017-03-16
Conversa em torno do livro “INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS: independência, autonomia, alternativa e informalidade. Artistas e exposições em Portugal no século XX”, de Sandra Vieira Jürgens, uma edição da Documenta, Stet - livros e fotografias e IN. Transit Editions, em parceria com o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

A apresentação do livro decorreu no MNAC-Museu do Chiado a 24 de Março de 2016, pelas 18h30 com a participação de Aida Rechena, Raquel Henriques da Silva, Maria João Gamito, David Santos e Filipa Valladares.

INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS revela as condições de existência da cultura alternativa, as qualidades e as características transitórias, efémeras, os processos instáveis e informais de ocupação e de instalação que caracterizam as práticas artísticas independentes.

Como surgiram e evoluíram os projectos expositivos independentes que, ao longo do século XX, redefiniram o conceito de arte, artista, espaço de exposição e prática curatorial? Tendo em vista fundamentar uma perspectiva da história da arte atenta ao papel dos artistas-curadores e dos colectivos de artistas, este estudo centra-se no século XX, tomando como ponto de partida o contexto do século XIX, onde encontramos as razões e os germes do sistema alternativo que se consolidou no século seguinte e continua determinante nos dias de hoje.
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Audio - O Mundo em relevo (fotografia estereoscópica) e o primeiro cinema. Conferência por Victor Flores e Ana David Mendes (Mimo, Leiria)

2015-09-02
Tesouros da Fotografia Portuguesa do Século XIX - Conferência por Victor Flores e Ana David Mendes

"O Mundo em relevo (fotografia estereoscópica) e o primeiro cinema". Conferência por Victor Flores e Ana David Mendes (Mimo, Leiria).

Dia 25 junho às 18:30h no MNAC - MUSEU DO CHIADO.

"DA PERSPETIVA E DO MOVIMENTO: Imagem animada, tempo fragmentado ou o primeiro Cinema", por Ana David Mendes

Partindo das especulações filosóficas da Camera Obscura aos filmes ilusionistas de Méliès, propomos uma viagem através das colecções do museu da imagem em movimento, abordando práticas de fruição de imagens mediados por dispositivo ópticos e como algumas descobertas impulsionadas pelo desenvolvimento da fotografia como novo médium, influenciam o olhar cinético moderno que nos conduz ao primeiro cinema.

"A estereoscopia para além do relevo: o movimento", por Victor Flores

O cinema nasceu numa cultura visual em que a estereoscopia tinha um papel crucial. Nesta conferência iremos abordar o modo como a estereoscopia e o cinema derivaram de um programa comum de aproximação entre as imagens e a vida provocado pela fotografia, suscitando um período de fusões e de experimentações inédito na história da imagem. Em particular, reflectir-se-á sobre a fotografia estereoscópica em Portugal, as suas experiências cinemáticas, os principais discursos que a acompanharam e o mal de arquivo de que foi objecto.

Moderação de Margarida Medeiros e Emília Tavares
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Audio - Modelos de representação fotográfica no século XIX - entre a ficção do teatro e a ordem colonial. Conferência por Filipe Figueiredo e Teresa Flores

2015-06-16
Tesouros da Fotografia Portuguesa do Século XIX - Conferência por Filipe Figueiredo e Teresa Flores

"Modelos de representação fotográfica no século XIX - entre a ficção do teatro e a ordem colonial". Conferência por Filipe Figueiredo e Teresa Flores.

Dia 16 de junho às 18.30h no  MNAC - MUSEU DO CHIADO

"O Barba Azul e o retrato do actor como dispositivo de evocação da cena" por Filipe Figueiredo

De Paris, importava-se a opereta e com ela vinham os retratos das actrizes em poses ensaiadas, o ar novo que se respirava nos boulevards, o gosto de se passear pelas ruas, de ver e de ser visto, e uma nova cultura do eu, que encontra na fotografia uma estratégia de grande cumplicidade. Por cá, o teatro soube desde logo aproveitar o novo dispositivo fotográfico para consolidar os seus modelos e aderir à cultura da imagem. Embora possam ser documentados desde os anos de 1850 exemplos de utilização da fotografia no contexto teatral, um conjunto de imagens realizadas a propósito da apresentação da opereta Barba Azul, no Teatro da Trindade, em 1868, atestam um novo estatuto da imagem fotográfica e o início de uma relação bem intrincada entre estes dois domínios: fotografia e teatro.

"A fotografia no contexto das expedições científicas. Reflexões a partir do álbum etnográfico de Henrique Dias de Carvalho (Expedição africana ao Muatiânvua - 1884-1888)" por Teresa Flores

Nesta comunicação estabelece-se a relação entre a corrente de pensamento naturalista que preconiza um saber assente na observação dos fenómenos naturais, implicando viagens de exploração e registos escritos e visuais de diversos tipos, e a tecnologia fotográfica que, desde a sua emergência no final da década de 30 do século XIX, virá integrar estas formas de registo e de conhecimento. Analisa-se em maior detalhe o album etnográfico produzido no contexto da expedição africana ao interior de Angola, região das Lundas, no então designado Reino do Muatiânvua, entre 1884 e 1888,  no seu papel científico mas também político, como objeto complexo das relações de poder-saber estabelecidas no contexto da expedição. Mostra-se, finalmente, as relações entre a fotografia e a construção de um imaginário colonial.
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